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Cinco séries que vale a pena assistir

20.10.15
Oi oi galera! Feriadão da semana passada me deu preguiça de escrever então ficamos sem post por aqui rs. Mas aproveitando o clima do feriadão que foi de muito tempo em casa em frente ao Netflix, trago hoje 5 sugestões de séries para vocês! \o/

Eu gosto muito de séries, mas nem sempre consigo acompanhar todas que gostaria (afinal, haja tempo! Senão não faria mais nada da vida hahahaha!). Por isso, têm várias na minha listinha de desejos esperando uma brechinha na agenda. Mas algumas eu tenho acompanhado em tempo real e outras (raríssimas) já consegui ver até o final. Nessa lista tem 3 que estou acompanhando, uma que terminei e uma que estou louca para pôr em dia (mas ainda não deu T.T). Então vem comigo!


Once Upon a Time

Essa é até covardia, porque absolutamente todo mundo que curte fantasia já, pelo menos, ouviu falar! Sério, amo de paixão e estou acompanhando em tempo real com os EUA. Sai lá, vejo aqui assim que fica disponível. É viciante! Já está na 5ª temporada e cada episódio tem, em média, 45 minutos. Mas passam voando! Fico tipo: “OMG tenho que ver o próximo logo, socorr!!!” rs. Para quem ainda não conhece (onde você estava?!), segue a sinopse do enredo principal da série, mas lembrando que já passou muita água embaixo dessa ponte nas cinco temporadas...

Once Upon a Time é um drama sobre uma mulher (Jennifer Morrison de ‘House’ e ‘How I Met Your Mother’) que se muda para uma cidade aonde contos de fadas são reais. Ginnifer Goodwin (Big Love) interpreta Branca de Neve. Na história, a Rainha Má da Branca de Neve coloca um feitiço nos habitantes da cidade Storybrooke, no interior do Maine, o que faz com que eles se esqueçam que são personagens de contos de fadas. Entre eles, Branca de Neve e seu Príncipe Encantado (Josh Dallas) que, tentando livrar Emma, sua única filha, do poder da Rainha, entregou a menina para adoção. Agora, a Rainha Má é a prefeita de Storybrooke, conhecida pelo nome de Regina (Lana Parrilla, “Miami Medical” e “Swingtown”). Seu principal objetivo é destruir a Professora Mary Margaret (Ginnifer Goodwin, de “Big Love”), na verdade Branca de Neve, que não está casada com David Nolan, seu Príncipe Encantado. Decidida a se defender de Regina, Margaret pede ajuda ao senhor Gold, na verdade Rumplestiltskin (Robert Carlyle, de “Stargate Universe”), um especialista em magia negra.


Orphan Black

Essa eu comecei a assistir por indicação e insistência de alguns amigos e achei impressionantemente boa! Para quem curte estórias de ficção científica, é um prato cheio. Mas também tem muita ação! É daquelas séries em que cada episódio parece um “season finale” sabe?! Parece que já tem 3 temporadas, mas eu só vi até o final da segunda (obrigada pelo atraso, Netflix...). As personagens são ótimas, muito diferentes entre si. E a maestria da Tatiana Maslany em interpretar todas elas é genial! Segue a sinopse:

Depois de presenciar o suicídio de uma mulher (que é exatamente como ela) em uma estação de trem, Sarah Manning (Tatiana Maslany) faz o que qualquer um faria: assume a identidade da suicida para tentar resolver os próprios problemas financeiros. Mas logo ela descobre que está no centro de um mistério que vai mudar sua vida, quando se vê cara a cara com mais três mulheres idênticas a ela. Todas são clones, e precisam salvar as próprias peles enquanto tentam descobrir quem são os responsáveis pelos experimentos genéticos.


Sense8

Essa série eu também comecei a ver por indicações (nesse caso, do namorado que ficou super animado ao ver). Sense8 narra a história de oito estranhos, os chamados sensates, que de repente começam a meio que a “compartilhar um cérebro coletivo" (ou quase isso). Basicamente, eles compartilham sensações, pensamentos e experiências uns dos outros. Também é uma série de ficção, a primeira do Netflix desse tipo, mas embora a história geral seja a respeito da evolução das capacidades humanas, as pequenas divisões na trama vão além e giram em torno da condição humana, abordando questões sociais, psicológicas e existenciais. 

É engraçado porque vi pessoas que acharam a série tipo “WOW!” e gente que falou que era péssima. Eu achei o enredo bem interessante, mas as atuações nem sempre são as melhores. Confesso que a curiosidade de entender “WTF is going on here?” foi o que mais me motivou a ver, pois a série realmente te deixa confuso, tentando compreender o que acontece, assim como confunde os próprios personagens. 

Foi escrita, dirigida e produzida pelos irmãos Wachowskis (Matrix), então dá para imaginar o que esperar. Eu curti bastante, achei o enredo original, além de sempre ter uma mensagem de trabalho em equipe, de “seja você mesmo, ainda que todos queiram que você mude”. O respeito às diversidades é trabalhado, os cenários são ricos (belos e detalhados), tem bastante ação e emoção (cheguei a ficar tocada em vários momentos, até chorei rs) e uma pitada de conspiração do governo (algo que sempre acho interessante). Se você curte esse tipo de tema, pode curtir a série, mas tenha em mente que, às vezes, os personagens são bem caricatos. Mas se isso não for problema para você, vá em frente! Tem uma temporada até agora, mas já renovaram para a segunda (ainda sem data prevista de estreia).


Dexter

Ok, podem dizer que essa é clichê demais, mas para mim, Dexter foi uma das séries mais incríveis que acompanhei! Foram 7 temporadas (infelizmente já acabou) e eu não consegui largar até acabar! O último episódio foi bem cagado e algumas temporadas meio “nhé”, mas mesmo assim, valeu assistir. Eu sempre curti essa temática de serial killer, gosto de saber um pouco mais sobre como as mentes deles funciona (criminal minds também é muito boa e nessa linha, vale a dica). Mas ver uma série usando um serial killer para “fazer o bem” canalizando seu instinto para matar criminosos comprovados, mas que por algum motivo saíram impunes, achei sensacional! Claro que, no percalço, muita merda aconteceu e o Dexter precisou rebolar para entender quem ou o que ele era afinal... Tem que ver para entender... rs. A sinopse oficial:

Dexter Morgan (Michael C. Hall) é adotado aos três anos de idade por Harry Morgan (James Remar) e Doris (Kathrin Middleton), depois de ter se tornado órfão. Após detectar sua tendência homicida, o pai de Dexter decide ensinar a ele um código no intuito de canalizar a raiva do filho para situações mais propícias à violência. Nesta nova lógica, Dexter deve matar apenas assassinos de pessoas inocentes com a condição de provar sua culpa. Ele inicia o desenvolvimento de diversas estratégias usando seu conhecimento e a experiência para realizar sua nova função.


New Girl

Para vocês verem que não acompanho apenas séries densas (rs), entra na lista a fofinha “New Girl”. Essa é daquelas séries levinhas, de apenas 25 minutinhos por episódio, que te fazem rir com um monte de besteiras, mas que causam uma identificação imediata. A sinopse: 

A série conta a história de Jess, uma garota esquisita e adorável que se vê em uma situação complicada: ela foi traída pelo namorado e precisa arrumar um novo lugar para morar. Ela acaba encontrando um apartamento no qual residem três homens solteiros: Nick, Schimidt e Coach (respectivamente um barman, um mauricinho metido a Don Juan e um personal trainer).

Para ajudar a garota a se recuperar da decepção e seguir com sua vida, Jess ainda terá como companhia a modelo Cece, sua amiga de longa data. Ela é o ponto de equilíbrio de Jess, trazendo conselhos, dicas e muito jogo de cintura para amiga atrapalhada.

Nessa estou bem atrasada, mas como é curtinha, acho que consigo pôr em dia em um feriadão (quem sabe no final do mês rs). Se não me engano, tem 4 temporadas disponíveis e já renovou para a 5ª.

É isso, espero que gostem das dicas! E aí, já viram alguma? Curtem? Detestaram? Me contem nos comentários! Beijos!
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Bandas de rock underground que eu curto

6.10.15
Para quem não sabe, eu participo do programa Araribóia Rock News, que vai ao ar toda terça-feira, às 20h, numa rádio comunitária aqui de Niterói (RJ), a Oceânica FM (pode ser ouvida pela galera da RO de Niterói em 105,9 FM ou pela internet em todo o mundo: www.oceânicafm.radio.br) e que dá espaço para a galera do rock underground. E fazendo parte dessa equipe, conheci muita banda boa, que realmente só precisa ser ouvida para que a galera curta e divulgue. 

Dentre as bandas ótimas que conheci, claro que algumas conquistaram um espacinho na minha playlist e no meu coração hehehe. Então, hoje resolvi listar para vocês as dez bandas independentes nacionais de rock que eu mais escuto. Vale deixar claro que têm grupos de diferentes vertentes, desde os mais pesados aos mais leves, vocais masculinos e femininos, alguns que muita gente nem considera rock (rs) mas são bandas alternativas que eu curti. E também curto algumas que não têm muitas canções gravadas, mas dei prioridade às que tivessem pelo menos mais de 5 músicas gravadas, para que vocês possam escutar bastantes antes de decidirem (rs). Então, se você curte rock como eu, vem comigo dar uma chance para essa galera!

1 – Kapitu: Daqui de Niterói e é minha preferida! Sério, não escondo de ninguém minha admiração pelo trabalho dos caras e inclusive já falei deles aqui. Virei fã no primeiro álbum - o Utopia - e ajudei, através de crowdfunding, na gravação do segundo - chamado Vermelho - que eles lançaram recentemente (fui, inclusive, no show de lançamento). Não consigo parar de ouvir! Hehehe. Eles vão da explosão de energia em algumas faixas, à introspecção em outras e isso é o que mais me encanta no trabalho da Kapitu. Vale a pena escutar!


2 – Reduto: Essa é carioca da gema (rs). O som é redondinho também, com letras ótimas e pegada forte. Cada canção tem uma forma, mas todas têm a cara deles, sabe?! Curto muito também! To sempre ouvindo e as letras grudam demais na cabeça hehehe. Até camisa da banda eu já comprei (e também uma em homenagem a uma das músicas deles, Alice).



3 – Balba: Essa canta em inglês, apesar de ser carioca também. Se você não souber que eles são daqui, acredita até que é gringa mesmo. Eu costumo preferir bandas nacionais que cantem em português (#RenatoRussoFeelings #SíndromeDoSuperStar), mas a Balba conquistou o 3º lugar do meu ranking porque o som deles é de muita qualidade. 



4 – Hover: Essa também canta em inglês. É de Petrópolis (RJ) e tem um som muito “filme teenage gostosinho”. Não sei se eles encarariam isso como elogio (rs), mas pode crer que é! Gosto muito de som que já parece que é trilha de filme hehehe.



5 - Drenna: Claro que vocal feminino não poderia faltar nessa lista! A também carioca Drenna (que é o nome da vocalista e também o da banda) tem um timbre muito gostoso de ouvir, as letras são muito interessantes e o instrumental é rock de primeira!



6 - Vestígios: Outra banda do Rio com vocal feminino e que eu curto bastante também. Essa tem uma levada que eu diria ser até mais leve, mais para o pop/rock. Vale para aqueles momentos que a gente tá precisando dessa vibe mais suave.


7 - Parola: Saindo do pop/rock para uma porradaria maior, a Parola tem um som pesado e carregado de letras que nos fazem pensar. Sério, se eu estiver num "momento de crise" nem ponho a Parola para tocar porque pesa mesmo. Mas estando bem e disposto a por o senso crítico para funcionar, vale muito a pena escutar! Os integrantes são de Niterói e São Gonçalo. 



8 - Lougo Mouro: Essa é de Niterói e é pra quem curte bandas no estilo Charlie Brown Jr., com aquele "rock skater". Gosto bastante do som deles, me faz querer "bater cabeça" hahaha!



9 - Menores Atos: Tem um som que eles definem como visceral, sincero e intenso. As letras são fortes e as melodias marcantes. Eu acho bem interessante! Gosto de sons diferentes também... =) Infelizmente acho que eles não tem clipe ainda, só achei o vídeo no YouTube do álbum Animalia completo. Deixo aqui para vocês, mas busquem mais informações no perfil oficial da banda.



10 - Little Drop Joe: A ÚNICA que fugiu do RJ hahahaha! Essa na verdade é um duo de rock. Eles são de SP, mas têm forte influência da música nordestina no som deles, então entra no lance de "sons diferentes" que falei ali em cima. 



Menções honrosas - Scalene e Vivendo do Ócio: Essas duas bandas eu não sei se considero mais como alternativas, afinal já são mais conhecidas do público. A Scalene é de Brasília e participou do Superstar. Tem um som bem experimental em algumas canções e eu curto essa ousadia. Já a Vivendo do Ócio é baiana e tem um som bem gostoso, que me faz querer estar nas praias do Nordeste rs. Mas o som tem muita qualidade e eles já têm uma estrada aí, então não tem como não bater palmas para os caras... 





É isso pessoal, espero que vocês gostem tanto das bandas quanto eu gosto! E se curtirem o som, não esqueçam de acompanhar o trabalho deles nas redes sociais, ouvirem as músicas, compartilharem com os amigos e, PRINCIPALMENTE, irem aos shows, pois tudo isso é muito importante para todas as bandas.

Beijos!
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Resenha do livro A Comissão Chapeleira, de Renata Ventura

2.10.15

Oi oi pessoal! Vocês devem lembrar que há algum tempo atrás eu fiz uma resenha de um livro chamado A Arma Escarlate, da Renata Ventura. Pra quem ainda não leu, pode ler nesse link aqui. Pois então, ele era o primeiro de uma série que a Renata está escrevendo e ela já lançou o segundo, que se chama A Comissão Chapeleira, eu já li e hoje venho trazer a resenha dele para vocês.

Antes de continuar meu parecer, um breve resumo da obra para vocês:

"Atormentado pelos crimes que cometeu em seu primeiro ano como bruxo, tudo que Hugo mais queria naquele início de 1998 era paz de espírito, para que pudesse ao menos tentar ser uma pessoa melhor. Porém, sua paz é interrompida quando uma comissão truculenta do governo invade o Rio de Janeiro, ameaçando uniformizar todo o comportamento, calar toda a dissensão, e Hugo não é o único com segredos a esconder.

Para combater um inimigo inteligente e sedutor como o temido Alto Comissário, no entanto, será necessário muito mais do que apenas magia. Será preciso caráter. Mas o medo paralisa, o poder fascina, e entre lutar por seus amigos ou lutar por si próprio, Hugo terá de enfrentar uma batalha muito maior do que imaginava. Uma batalha com sua própria consciência".

Vejam bem, já terminei de ler há algum tempo, mas só agora consegui parar para resenhar. Primeiro porque eu estava sem tempo e segundo porque precisava digerir o livro, porque Senhor, que peso! Não só no sentido literal (são 655 páginas), mas no sentido figurado: A Comissão Chapeleira é uma obra pesada, uma verdadeira porrada no estômago! Fiquei dias me sentindo mal quando terminei, com uma ressaca literária sem precedentes. E vejam bem, isso é bom! Sinal de que o livro foi muito bem escrito.

Como está escrito no resumo do livro, o começo conta como ficou a vida de Hugo após seu primeiro ano conturbado na escola Nossa Senhora du Korkovado. O menino está num momento mais tranquilo, tentando se redimir das burradas que fez – mas não sem enfrentar as consequências e o peso na consciência por tudo. Eu disse na resenha do primeiro livro que o protagonista não me descia, não conseguiu minha empatia. Mas nesse segundo, ele está demonstrando uma busca por amadurecimento (muito pela influência do Capí, o personagem quase sacro da saga) e isso me fez “implicar um pouco menos” com ele. Esse momento aparente de calmaria tem como pano de fundo uma eleição no mundo bruxo brasileiro, na qual muitos conceitos já conhecidos como corrupção, guerra de poder entre outros aspectos são abordados.

Essa calmaria, depois que terminamos de ler, podemos perceber que é na verdade um momento de respiro, de fôlego, para o sufoco que estamos para enfrentar! No desenrolar do livro uma tragédia no mundo político dá início à complicação na trama, pois o candidato que é eleito instaura uma comissão que é mandada aos colégios do país para "pôr os alunos na linha", implantando regras absurdas, controlando tudo com “varinhas de ferro” (oi Ditadura, é você?), vasculhando e expondo segredos... E como Hugo tem “o rabo preso”, fica meio desesperado com isso tudo. Para piorar, o líder da Comissão – o grande vilão da saga – é ardiloso, inteligente, sagaz e imponente. Ao mesmo tempo em que impõe o medo, tem capacidade para seduzir e envolver pessoas que se fascinam com o poder (oi Hugo!). A partir daí tudo se desenrola (ou enrola mais ainda, sei lá!). Não dá pra falar muita coisa sem dar spoiler.

Se posso tentar definir esse livro com poucas palavras, posso dizer que é intenso, chega a ser absurdamente cruel! A Renata é má demais! Tem violência, tortura de personagens queridos que fazem a gente sentir junto com eles a dor, morte de criancinhas. Por muitas vezes me vi prendendo a respiração e tive que lembrar de puxar o ar. Sério, dá muita raiva na gente ao longo do livro...

Mas também é tão envolvente que não dá vontade de parar! Perdi a conta de quantas vezes nem vi a hora passar, fiquei lendo por horas e ouvi meu pai dizer “fecha esse livro e vai dormir menina que já são 2h da madrugada” hahahaha! Você pensa, “ok, só mais esse capítulo...” e a mulher termina ele com algo que te faz pensar “MAZOQ?! PRECISO saber o que acontece agora SOCORRO!” hahuauahhuahua!

Não tem só desespero, tem momentos muitos legais também, como saber os detalhes da escola do “Caramurus”, que é a da Bahia. Toda a parte de cultura brasileira e de história do Brasil que a Renata aborda e a maneira como ela mistura isso tudo com ficção é muito interessante também. Fora algumas cenas que me fizeram rir muito também (nunca imaginei que um personagem como o Índio seria capaz de um escape cômico tão legal hahaha!).

Resumindo? É muito bom, me ganhou mais do que o primeiro. E como dizem os leitores da Renata e que é alertado na contracapa, “encomende um coração a mais, ou até dois, e ainda não serão suficientes”. Já estou na expectativa pela continuação da saga e até lá, vou fazendo meu check-up médico. Mas se não morri em ACC, acho que meu coração ainda aguenta mais uns baques...
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